Aladilce sugere audiências com titulares da SMS e Sesab sobre saúde mental

Encaminhamentos foram aprovados na sessão pela Luta Antimanicomial

A continuidade de leitos em manicômios do Estado e a falta de medicamentos nos CAPS, foram as principais denúncias feitas por técnicos e usuários de saúde mental em Salvador, durante a sessão especial promovida pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), na manhã desta sexta-feira (15), no Centro de Cultura da Câmara Municipal para marcar os 25 anos da Lei n⁰ 10.216. Entre os principais encaminhamentos, Aladilce sugeriu a solicitação de audiências com os titulares da SMS e Sesab para discutir as pautas da saúde mental no Município e no Estado, já que os dois enviaram representação ao evento, mas não compareceram.

Com o tema “Os desafios da saúde mental: a RAPS que temos e a que queremos”, a sessão abraçou a luta antimanicomial, defendida por Aladilce em todos seus cinco mandatos na Câmara. Para exemplificar, foi exibido um vídeo com o resgate de sessões promovidas nos mandatos anteriores.

A vereadora assumiu o compromisso, também, de mobilizar o Ministério Público e a Defensoria Pública para a discussão dos entraves apontados para a qualificação e ampliação do atendimento. E solicitou à representante dos trabalhadores da saúde no Conselho Estadual de Saúde, Tereza Deiró, presente à mesa, que reivindicasse a volta de uma cadeira no colegiado para a saúde mental.

A mesa da sessão contou com as presenças, ainda, das representantes da Sesab, Jarissa Porto, e da SMS, Helena Lima; da defensora pública Mariana Araújo; da pedagoga Soraia Coelho, representando os usuários do Caps III Jardim Armação e militante do Coletivo Baiano da Luta Antimanicomial; de Lígia Freitas, trabalhadora da Rede e integrante do Coletivo da Luta Antimanicomial; e o professor da UFRB, João Mendes Lima Júnior.

A vereadora Aladilce se disse assustada com a realidade que comprovou durante visitas aos CAPS, sobretudo com a situação da unidade da Liberdade: “Não é possível continuar funcionando como está, sem as menores condições, há 8 anos esperando assinar contrato com outra casa no bairro. Sequer é cadastrado no Ministério da Saúde”.

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