Kimi Antonelli venceu o GP de Miami e chegou à marca de 100 pontos no campeonato, sendo o primeiro piloto a atingir essa barreira nesta temporada. O italiano da Mercedes, com apenas 19 anos, chegou a Miami como pole-setter, perdeu a liderança no caos da largada, ficou preso no pelotão por alguns laps e ainda assim encontrou o caminho para o topo. A vitória não foi um presente. Foi construída nos pit stops, na gestão de pneus e no ritmo consistente que a Mercedes tem demonstrado como única equipe capaz de manter o carro rápido do início ao fim das corridas.
Com 100 pontos, Antonelli tem 20 de vantagem sobre George Russell, seu companheiro de equipe. A Mercedes lidera o campeonato de construtores com 180 pontos, distância confortável, mas longe de ser definitiva.
Ferrari: atualização cara, resultado decepcionante
A grande narrativa técnica do fim de semana em Miami foi o pacote de atualizações da Ferrari. A Scuderia levou 11 novos componentes para a SF-26, o maior pacote de qualquer equipe na corrida. O resultado? Leclerc cruzou a linha em sexto e ainda recebeu uma punição de 20 segundos por exceder limites de pista na última volta, caindo para oitavo. Hamilton terminou em quinto, quase um minuto atrás de Antonelli.
O paradoxo é que Leclerc não necessariamente nega que as atualizações funcionaram. Sua leitura é diferente: as peças chegaram, mas McLaren e Red Bull também evoluíram, e o fizeram com mais eficiência. “O pacote está funcionando. A questão é que os outros também estão pressionando, e provavelmente o pacote deles era um pouco melhor”, disse o monegasco, que ainda prometeu novidades a caminho para a SF-26.
Fora do paddock, o diagnóstico foi mais duro. O ex-chefe da Alpine e da Aston Martin, Otmar Szafnauer, levantou a possibilidade de que a Ferrari esteja sofrendo com problemas de correlação: quando o carro comporta-se de forma diferente na pista daquilo que a fábrica prevê no túnel de vento. Se for esse o caso, parte dos recursos que deveriam ir para desenvolvimento puro acabam sendo consumidos para entender por que o simulado e o real não batem. Um loop caro e difícil de sair.
A Ferrari ainda é segunda no campeonato de construtores, com 110 pontos. Mas McLaren, com 94, está colada.

1 comentário em “Antonelli aos 100: o prodígio que não para de crescer”
Esse campeonato promete!!!