Bahia se antecipa ao El Niño e prepara ações para enfrentar efeitos do fenômeno

Estado articula com governo federal e municípios medidas para reduzir riscos de seca, falta d’água e incêndios entre 2026 e 2027

A Bahia começou a reforçar as medidas de prevenção para enfrentar os possíveis impactos do El Niño entre 2026 e 2027. O estado participou, nesta segunda-feira (24), de uma reunião entre o governo federal, estados e municípios do Nordeste para alinhar estratégias diante dos efeitos previstos do fenômeno climático. 

O encontro faz parte da agenda “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027” e reuniu representantes da União, governos estaduais, prefeituras, defesas civis e entidades do Nordeste. A proposta é antecipar ações e estabelecer procedimentos conjuntos para situações de emergência. 

Bahia prepara plano estadual

O governo baiano criou um comitê responsável pela elaboração do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O planejamento inclui medidas voltadas à segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, Defesa Civil e prevenção e combate a incêndios. 

Entre as ações previstas estão medidas para enfrentar a possível escassez de água e o fortalecimento de programas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, especialmente diante dos riscos para a produção rural. 

Uma nova reunião está prevista para 1º de setembro, desta vez com prefeitos e equipes técnicas dos municípios baianos, para aprofundar as estratégias e definir ações conjuntas.

Governo federal também se prepara

A mobilização ocorre dentro de um planejamento nacional que prevê R$ 1,335 bilhão para ações de preparação e resposta aos possíveis impactos do El Niño. Os recursos incluem medidas de abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam alta probabilidade de permanência do fenômeno até o início de 2027, com possibilidade de intensidade muito forte. O monitoramento considera riscos diferentes para cada região, incluindo alterações no regime de chuvas, estiagem, calor e incêndios. 

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