Brasil aumenta arrecadação do IPVA para mais de R$ 90 bilhões em 2025, revela estudo do IBPT

Os estados que tiveram maior crescimento real de IPVA, com desconto da inflação, foram Bahia, Amazonas, Maranhão e Acre; veja outros insights

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou seu estudo anual sobre a “Arrecadação de IPVA e sua proporcionalidade em relação à frota de veículos em circulação e à população brasileira”. O levantamento apresenta a contribuição do imposto de forma proporcional entre os estados, considerando a complexidade das variáveis envolvidas.

De acordo com o estudo, a arrecadação de IPVA em 2025 atingiu R$ 90,68 bilhões. O estado de São Paulo, mais uma vez, lidera como maior arrecadador (R$ 30.451.780), enquanto Roraima registra o menor (R$ 140.130).

Segundo o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, houve um crescimento de 1,05% na arrecadação. Com isso, o valor passou de R$ 86,63 bilhões em 2024 para R$ 90,86 bilhões em 2025.

“Embora o crescimento de 1,05% na arrecadação pareça modesto à primeira vista, ele reflete a resiliência do setor automotivo e a eficiência fiscal dos estados, especialmente diante de um cenário econômico desafiador. O volume arrecadado demonstra que, mesmo com as disparidades regionais — como entre São Paulo e Roraima —, o IPVA se consolida como uma importante fonte de recursos para suprir os gastos correntes dos estados brasileiros.”, afirma Olenike.

As maiores arrecadações foram registradas, em ordem, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Já os menores volumes foram observados em Roraima, Amapá, Acre, Sergipe e Tocantins.

Outros destaques

O estudo também aponta que a frota de veículos em circulação no Brasil alcançou, em dezembro de 2025, um total de 129.102.214 unidades. Os maiores volumes concentram-se nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

No indicador de veículos por habitante, Santa Catarina apresenta a maior proporção (0,82), seguida por Paraná (0,81), São Paulo (0,77), Mato Grosso e Rio Grande do Sul (ambos com 0,76). Já as menores proporções foram registradas no Amazonas (0,30), Maranhão (0,34), Pará e Amapá (0,35) e Bahia (0,38).

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