A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix após o sistema de pagamentos instantâneos ser incluído em uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), a entidade afirmou que o Pix não cria barreiras à concorrência e que as análises das autoridades norte-americanas foram baseadas em informações incompletas sobre o funcionamento da ferramenta. Segundo a federação, o sistema foi desenvolvido para ampliar a competição no setor financeiro e facilitar transações entre consumidores, empresas e instituições.
O Pix passou a ser alvo de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta por determinação do presidente Donald Trump. O governo norte-americano avalia se práticas adotadas pelo Brasil poderiam prejudicar a atuação de empresas dos Estados Unidos no mercado brasileiro. Em resposta, a Febraban ressaltou que o sistema é aberto à participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras, desde que atendam às exigências regulatórias do Banco Central.
A entidade também demonstrou confiança de que os esclarecimentos prestados pelo Banco Central e pelos integrantes do sistema financeiro brasileiro serão suficientes para explicar o funcionamento do Pix às autoridades norte-americanas. Lançado em 2020, o sistema se consolidou como o principal meio de pagamento instantâneo do país, sendo utilizado diariamente por milhões de pessoas. Atualmente, as operações para pessoas físicas são gratuitas na maioria dos casos, enquanto empresas podem estar sujeitas a tarifas definidas pelas instituições financeiras, sem diferenciação entre companhias nacionais e estrangeiras.
Foto: Agência Brasil

