O tempo passou, as gerações mudaram, mas a lembrança do último título ainda pulsa forte na memória da torcida rubro-negra. Tetracampeão da Copa do Nordeste — com conquistas em 1997, 1999, 2003 e 2010 —, o Vitória carrega desde então um jejum que já dura 16 anos.
Desde aquela última taça erguida em 2010, o torcedor viu o clube atravessar altos e baixos, reconstruções e frustrações, sempre com o desejo de reviver os dias de glória no cenário regional. O Nordestão, que tantas vezes foi palco de festa para o Leão, transformou-se em uma espera silenciosa, alimentada pela esperança de um novo capítulo.
Esse jejum, que já incomoda e mobiliza toda uma nação rubro-negra, só não supera o do América-RN, campeão em 1998 justamente em uma final contra o próprio Vitória — uma cicatriz histórica que ainda ecoa no imaginário do torcedor.
Agora, mais do que uma decisão, o momento representa a chance de resgatar a identidade vencedora, de transformar saudade em celebração e de fazer o Barradão pulsar como nos velhos tempos. É mais que um jogo. É a oportunidade de encerrar um ciclo, de escrever uma nova página e, enfim, soltar o grito preso há mais de uma década: campeão novamente.
