Hamilton detona o simulador: “Me leva na direção errada”

Se a situação técnica da Ferrari já era complicada, Lewis Hamilton acrescentou uma camada de drama nos dias seguintes a Miami. Em declarações que rapidamente dominaram o ciclo de notícias da categoria, o heptacampeão anunciou que não vai usar o simulador da Scuderia antes do GP do Canadá. O motivo: acredita que a ferramenta está prejudicando sua preparação, não ajudando.

“Para ser honesto, acho que o simulador realmente me leva na direção errada. Vou me afastar um pouco e ver como as coisas se desenrolam”, disse Hamilton. A declaração tem um argumento concreto por trás: seu melhor resultado na temporada, o terceiro lugar na China, aconteceu justamente numa etapa em que ele não usou o simulador. Os pilotos não tinham tempo hábil para retornar à fábrica em Maranello após o GP da Austrália.

A frustração em Miami foi específica: Hamilton passou semanas ajustando o acerto no ambiente virtual, chegou ao TL1 e o carro simplesmente não se comportou como esperado. “Você entra no simulador, prepara tudo, acerta o carro… e quando chega na pista, simplesmente não funciona”, resumiu.

A decisão de abandonar o simulador é, simultaneamente, uma crítica ao estado atual da correlação entre virtual e real na Ferrari e uma confissão de que, a essa altura da temporada, o heptacampeão ainda está procurando respostas dentro de sua própria equipe.

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