Instituto Yduqs e Instituto Ela prorrogam ação que arrecada absorventes para combater a pobreza

Até o dia 10 de maio de 2025, o Instituto Yduqs realiza mais uma vez a Campanha Adote um Ciclo, do
Instituto Ela – Educadoras do Brasil em parceria com instituições de ensino superior, como Estácio, Ibmec,
IDOMED e Wyden. A iniciativa tem um propósito: garantir dignidade e minimizar os impactos da pobreza
menstrual, que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, inclusive no Brasil. A falta de acesso a itens
básicos de higiene durante o período menstrual pode comprometer a educação, o trabalho e a saúde de
muitas mulheres.

“A pobreza menstrual não é apenas uma questão de saúde pública, mas também um reflexo das
desigualdades sociais que afetam milhões de meninas e mulheres. Quando estudantes deixam de ir à
escola por falta de absorventes, estamos falando de um ciclo de exclusão que impacta diretamente a
educação, a autoestima e as oportunidades futuras dessas pessoas. Campanhas como esta são
fundamentais para conscientizar a sociedade e promover mudanças reais a partir do engajamento de
todos os envolvidos”, destaca a socióloga e docente da Wyden, Kenia Kemp.
Além disso, a falta de acesso a absorventes pode provocar sérios problemas de saúde. “A menstruação é
um processo natural na vida da mulher, e não deve ser vista como um obstáculo à sua dignidade. Como
profissional, acredito firmemente na importância de trazer essa discussão para o ambiente universitário. É
essencial que futuros profissionais compreendam essa realidade e reconheçam o impacto significativo que
ela tem na sociedade. Promover essa conscientização é uma iniciativa essencial para a saúde e a inclusão
das mulheres”, explica Giovanna Milan, docente do IDOMED, médica ginecologista e obstetra.
A professora do curso de Psicologia da Estácio, Valéria Wanda Fonseca, destaca que “garantir a saúde é,
para as mulheres, um ato de amor. A adesão à campanha de doação de absorventes é uma forma
simbólica de acolher as mulheres em idade fértil, que enfrentam dificuldades psicológicas, econômicas
e/ou sociais, desafiando-se mensalmente diante desse poder inscrito em seus corpos e sobre o que fazer
com ele”. 
Em 2025, mais uma vez todos os produtos serão destinados a instituições que apoiam mulheres em
situação de vulnerabilidade. Sandra Garcia e Sonia Colombo, fundadoras e presidentes do Instituto ELA,
destacam que o projeto Adote Um Ciclo cresceu consideravelmente ao longo de seus quatro anos de
existência. “Parcerias como essa são fundamentais para fortalecer a causa: ‘Não se trata apenas de doar
absorventes, mas também de reforçar o compromisso social das instituições parceiras, que, por meio de
suas ações voluntárias, se uniram a nós na luta pela igualdade de gênero e pela promoção da dignidade
menstrual'”, reforça Sandra. 

Um ato de cidadania
A campanha propõe uma recepção diferente para os novos universitários das instituições parceiras. Ao
lado dos veteranos, eles serão protagonistas de uma ação que une solidariedade e conscientização.
“Essa é uma das nossas iniciativas que mais nos enche de orgulho, porque envolve toda a nossa
comunidade acadêmica – alunos, professores, colaboradores – e gera um impacto social imenso, que vai

Av. ACM, 846  Edf. Maxcenter sala 338 – Cep: 41825-000 – Itaigara

falecom@frenteeverso.com
além dos muros das nossas unidades. E o tema deste ano é de extrema importância. A pobreza menstrual
é um desafio real que afeta a educação e o trabalho de muitas mulheres. Ninguém deveria perder
oportunidades por falta de acesso a um item tão básico. Juntas e juntos, vamos fazer a diferença e
transformar essa realidade”, destaca Claudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do
grupo educacional Yduqs.
Como participar
A unidade da Estácio, campus Gilberto Gil convida estudantes, docentes e a comunidade local para
contribuir com doações. Os itens podem ser entregues nos campi, localizado na rua Xingu, nº 179. Stiep,
de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.
Além das instituições Wyden, Estácio, Ibmec e IDOMED, qualquer pessoa pode apoiar a campanha.
Quem desejar pode contribuir com doações financeiras pelo site Ajudei.org, ajudando o Instituto Ela a
adquirir os itens necessários.
Pobreza menstrual é uma questão pública
A mobilização pelo fim da precariedade menstrual também chegou ao Senado. Após uma iniciativa popular
reunir mais de 20 mil apoios, a Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH) aprovou
o projeto de lei 4968/2019, que cria o Programa Nacional de Proteção e Promoção da Saúde
Menstrual.
“A promulgação da Lei 14.214/2021 representa um avanço significativo na garantia de direitos
fundamentais. A pobreza menstrual é um problema de saúde pública e também uma questão de dignidade
humana. O acesso gratuito a absorventes para estudantes de baixa renda, mulheres em situação de
vulnerabilidade e presidiárias é uma medida essencial para combater desigualdades e assegurar que
essas pessoas possam estudar, trabalhar e viver com mais dignidade. A derrubada do veto pelo
Congresso reforça o compromisso do Estado em promover políticas públicas que atendam às
necessidades da população mais vulnerável”, destaca a professora de Direitos Humanos do Ibmec,
Adriana Ramos.

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