Jorge Messias tentou articular saída com Fachin antes de decisões sobre a PF

Advogado-geral da União buscou diálogo com presidente do STF em meio ao conflito envolvendo André Mendonça, Flávio Dino e o comando da Polícia Federal

O advogado-geral da União, Jorge Messias, procurou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antes das decisões que ampliaram a crise envolvendo ministros da Corte e o comando da Polícia Federal. A movimentação ocorreu em meio à disputa sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (9), Messias e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, conversaram com Fachin em busca de uma solução articulada para o impasse entre os Poderes. A tentativa, porém, acabou sendo atravessada por uma decisão do ministro Flávio Dino, que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao comando da corporação.

O conflito começou após o ministro André Mendonça determinar o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A decisão foi tomada após Mendonça afirmar ter sido alvo de monitoramento ilegal por parte da corporação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) contestou a medida e pediu a Fachin que suspendesse o afastamento. O órgão argumentou que a decisão interferia na competência do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.

Na sequência, Dino suspendeu a decisão de Mendonça e determinou o retorno de Rodrigues ao cargo. O movimento provocou novas tensões dentro do STF e aumentou a pressão para que Fachin assumisse diretamente a condução do impasse.

Diante do cenário, Fachin suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino e manteve Rodrigues no comando da PF. O presidente do Supremo classificou o conflito entre as decisões como uma situação de grave impacto institucional e marcou uma sessão plenária extraordinária para 15 de setembro.

A crise ocorre paralelamente às divergências entre ministros do STF relacionadas às investigações do Banco Master e à atuação da Polícia Federal. A expectativa é que o plenário da Corte discuta os conflitos e defina os próximos passos sobre o comando da corporação.

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