Consumo de energia cresce 3,6% e sustentabilidade é diferencial estratégico para o setor
O setor de mineração mantem em 2026 o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia do segmento no mercado livre avançou 7,4% em abril, em relação ao mesmo período do ano passado. O movimento acompanha a expansão da atividade mineral no Brasil, que encerrou 2025 com crescimento de 10,3% no faturamento em relação ao ano anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), e projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030.
Com o aumento da produção e a pressão por operações mais eficientes e menos intensivas em carbono, a energia renovável tem ganhado espaço como uma das principais estratégias adotadas pelas mineradoras. A substituição gradual de equipamentos movidos a diesel por sistemas eletrificados, aliada à contratação de energia limpa por meio de contratos de longo prazo, está no centro desse movimento.
A Elera Renováveis tem atuado junto a empresas do setor com soluções que combinam fornecimento de energia renovável via contratos de autoprodução e Power Purchase Agreements (PPAs), os contratos bilaterais de compra e venda de energia de longo prazo. Segundo a empresa, além de contribuir para a redução de emissões, os modelos ajudam a trazer previsibilidade de custos em um mercado historicamente marcado pela volatilidade dos preços de energia.
“A mineração vive um momento de forte crescimento e, para que esse avanço aconteça de forma sustentável, a transição energética precisa caminhar junto. A substituição gradual de combustíveis fósseis por eletrificação e energia renovável já começou no setor, mas ainda existe um espaço importante para avanço, principalmente em eficiência energética e modernização operacional”, afirma Flávia Daher, diretora Comercial da Elera Renováveis.
Dados do IBRAM apontam que o setor mineral responde por 0,55% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa, o equivalente a 12,77 milhões de toneladas de CO2e. A maior parte dessas emissões está ligada ao consumo de combustíveis fósseis, especialmente óleo diesel, responsável por cerca de 59% das emissões da atividade mineral. Na avaliação da Elera Renováveis, a eletrificação de processos e equipamentos tende a ganhar força nos próximos anos, especialmente em operações com alto consumo energético. Além da redução de emissões, a estratégia pode contribuir para ganhos operacionais e maior eficiência energética. Outro movimento observado no setor é o avanço dos contratos de autoprodução de energia entre grandes consumidores.
Nesse modelo, empresas passam a participar diretamente da geração da energia que consomem, reduzindo exposição às oscilações do mercado e ampliando competitividade. Para a Elera, a demanda crescente por minerais estratégicos também reforça o papel da mineração na própria transição energética global. Minerais como cobre, lítio, níquel e terras raras são considerados essenciais para a expansão de veículos elétricos, baterias, redes de transmissão e projetos de geração renovável. “Com crescimento econômico expressivo e papel central no fornecimento de minerais estratégicos para a nova economia, a mineração brasileira ocupa uma posição importante na transição energética global. Nesse cenário, a energia renovável se consolida como um elo entre expansão produtiva, competitividade e redução de emissões”, conclui Flávia.

