O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação civil pública contra a Americanas, apontando uma série de irregularidades na venda e entrega de produtos. Segundo a promotora de Justiça Joseane Suzart, a investigação identificou problemas recorrentes como atraso nas entregas, cancelamento de compras, dificuldades para reembolso, falhas no atendimento ao consumidor e venda de produtos em desacordo com a oferta.
De acordo com o MP-BA, consumidores também relataram obstáculos para realizar trocas e devoluções, além de dificuldades para acessar assistência técnica. A ação pede que a empresa interrompa as práticas consideradas abusivas, melhore os canais de atendimento e cumpra as determinações previstas no Código de Defesa do Consumidor. Antes da medida judicial, o órgão tentou firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas a proposta não teria sido aceita pela varejista.
A ação ocorre em meio ao processo de reestruturação da companhia. Em abril de 2026, a Americanas promoveu mais de 4 mil desligamentos e manteve medidas de reorganização interna iniciadas após a crise financeira de 2023. Apesar de registrar crescimento de 19,8% na receita bruta no primeiro trimestre deste ano, a empresa encerrou o período com prejuízo de R$ 329 milhões. Até o momento da publicação da reportagem, a varejista não havia se pronunciado sobre a ação movida pelo MP-BA.
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