A Câmara Municipal de Salvador retirou de pauta o projeto que pretendia proibir a cobrança da taxa de R$ 18 para motoristas que realizam operações de embarque e desembarque no Aeroporto Internacional da capital baiana. A justificativa apresentada foi a necessidade de evitar novos desgastes e controvérsias envolvendo propostas em tramitação na Casa. Por meio de um acordo entre as bancadas de governo e oposição, a análise do texto foi adiada, sem definição de uma nova data para votação.
O adiamento chamou atenção pelo fato de o autor da proposta ser justamente o presidente da Câmara, o vereador Carlos Muniz (PSDB). Apesar disso, Muniz afirmou que não poderia agir contra a decisão construída em conjunto pelos líderes das duas bancadas. A situação provocou reações entre jornalistas que acompanham o Legislativo municipal, que classificaram o episódio como inusitado por unir governo e oposição em torno do adiamento de uma medida considerada favorável à população.
No cenário político estadual, outro tema em destaque é o posicionamento do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) para as eleições de 2026. Embora o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tenha afirmado acreditar em um eventual apoio de Neto à candidatura de Flávio Bolsonaro, o ex-prefeito baiano evita sinalizar essa aproximação. Enquanto isso, o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador Jerônimo Rodrigues chega ao período pré-eleitoral com alianças consolidadas na Bahia e em outros estados do Nordeste, cenário visto como favorável ao PT.
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