Recursos do fundo partidário foram destinados aos três candidatos petistas que disputam o governo do estado e as duas vagas ao Senado
O Partido dos Trabalhadores (PT) destinou mais de R$ 7 milhões para as campanhas de Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição ao governo da Bahia, e dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, que concorrem ao Senado.
Os valores fazem parte dos recursos utilizados pelo partido para financiar as campanhas eleitorais de 2026. A distribuição ocorre em um momento de intensificação da disputa eleitoral na Bahia, com o grupo petista tentando manter o comando do estado e as duas cadeiras no Senado.
Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner tiveram suas candidaturas oficializadas pelo PT durante convenção realizada em Salvador no início de agosto. Jerônimo disputa a reeleição ao governo, enquanto Rui e Wagner formam a chapa do partido para o Senado.
Recursos para a chapa petista
O financiamento das candidaturas ocorre principalmente por meio do Fundo Partidário, utilizado pelas legendas para custear despesas eleitorais.
A movimentação financeira ocorre enquanto os candidatos ampliam a agenda de campanha pelo interior da Bahia. Nas últimas semanas, Jerônimo, Rui e Wagner têm participado juntos de atos políticos e buscado reforçar a unidade da base aliada no estado.
Em agosto, por exemplo, prefeitos de municípios da região do Sisal declararam apoio à reeleição de Jerônimo e às candidaturas de Wagner e Rui ao Senado.
Disputa pelo governo e Senado
A eleição baiana de 2026 coloca novamente o PT no centro da disputa pelo Palácio de Ondina. Jerônimo tenta permanecer no cargo, enquanto ACM Neto (União Brasil) aparece como um dos principais adversários na corrida pelo governo.
Para o Senado, Rui Costa e Jaques Wagner buscam ocupar as duas vagas destinadas à Bahia. A chapa foi confirmada pelo partido durante a convenção estadual, que também contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O limite de gastos estabelecido para o primeiro turno é de R$ 17,7 milhões para candidatos ao governo e de R$ 5,3 milhões para cada candidatura ao Senado, segundo dados divulgados no início da campanha.
