Os números da nova pesquisa Genial/Quaest caíram como uma bomba no cenário político e acenderam um sinal de alerta direto no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viu sua rejeição disparar entre o público evangélico um dos grupos mais estratégicos em qualquer eleição no país.
Em apenas um mês, a desaprovação saltou de 61% para 68%, enquanto a aprovação despencou para 28%. O recado é claro: Lula está perdendo espaço onde já teve dificuldade histórica de penetração política. E pior a tendência é de agravamento, caso não haja uma mudança de estratégia urgente.
Nos bastidores, aliados já admitem preocupação com o distanciamento crescente entre o governo e lideranças evangélicas, que hoje exercem forte influência nas urnas e no Congresso. A oposição, por sua vez, aproveita o cenário para reforçar o discurso de desconexão do governo com valores defendidos por esse segmento.
A queda não é apenas um número é um sintoma político. Em um país cada vez mais polarizado, perder apoio em um bloco tão numeroso pode custar caro em 2026. A pergunta que fica é: o governo vai recalcular a rota ou dobrar a aposta?
