Roberta Santana cobra prefeito de Feira de Santana por dados sobre mortes na regulação

Durante a entrevista, Roberta Santana também questionou a atuação de José Ronaldo na área da saúde durante os anos em que esteve à frente da Prefeitura de Feira de Santana. Segundo ela, mesmo após mais de duas décadas de gestão, o município ainda não possui um hospital municipal para atender pacientes que necessitam de internação. A secretária afirmou que cerca de 17 mil pessoas foram reguladas em Feira de Santana em 2025 e que todas as internações passaram pela rede estadual.

“Um ano e meio não, a vida toda da gestão dele, 20 anos governando e nunca fez um hospital. 17 mil pessoas foram reguladas em 2025 em Feira de Santana, 100% para os hospitais estaduais, porque Feira de Santana não tem um hospital para internar um paciente”, disse.

“Eu estou desafiando o prefeito: apresente os dados. Tenha responsabilidade. A gente está falando de dados oficiais, os dados oficiais não confirmam esse dado. Tenha responsabilidade com os dados, você é um gestor público”, afirmou a secretária.

Roberta ressaltou que críticas ao sistema de regulação podem ser feitas e, quando acompanhadas de informações concretas, podem contribuir para a melhoria do atendimento.

No entanto, criticou o uso de números que, segundo ela, não podem ser comprovados. “Eu não tenho problema de receber crítica da regulação. O que for construtivo, a gente vai sentar e trabalhar para melhorar. Agora, o que eu não aceito é discurso esvaziado e usar número para fazer política”, declarou.

José Ronaldo já anunciou a intenção de construir um hospital municipal e informou que pretende autorizar o início da obra. Até o momento, porém, a unidade ainda não foi entregue.

Ao defender a atuação do governo estadual, Roberta citou como exemplo a construção de um hospital oncológico. Segundo ela, após o recebimento do projeto, o convênio foi assinado em três meses e a obra está em andamento. A secretária encerrou as críticas reforçando que o debate sobre a saúde pública deve ser baseado em informações comprováveis. Para Roberta, eventuais problemas na regulação precisam ser discutidos a partir de dados oficiais, e não de números sem comprovação.

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