Ronaldo Mansur critica suposto favorecimento no STF e cobra imparcialidade da Justiça


O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), se manifestou após a divulgação de informações que apontam um possível favorecimento envolvendo o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria-Geral da República (PGR). As suspeitas estariam relacionadas ao tratamento dado a ACM Neto (União Brasil) e ao presidente nacional do partido, Antônio Rueda, no contexto das investigações do chamado caso Master.

De acordo com documentos revelados pelo jornal O Globo, a operação ligada ao caso não foi deflagrada e permaneceria “pendente” de uma decisão do ministro. Investigadores da Polícia Federal avaliam que Mendonça poderia estar adotando critérios políticos na definição dos rumos do processo.

Ainda segundo o material divulgado, a ausência de ACM Neto entre os investigados pode ter impacto direto no cenário eleitoral baiano.

Diante das informações, Mansur criticou duramente o que classificou como interferência política dentro do Judiciário. Para o candidato, a atuação seletiva compromete a credibilidade das instituições. “É um desserviço à nação. A Justiça é o último refúgio da República quando tudo falha. Se ela também falha, a própria República fica ameaçada. Seguimos confiando nos profissionais que honram suas funções, mas a Justiça precisa ser democrática e não seletiva”, afirmou.

Mansur também destacou que a possível associação de um candidato a benefícios oriundos de decisões judiciais levanta preocupações sobre o futuro da gestão pública. “Ter alguém apontado como favorecido por seletividade jurídica é extremamente negativo. Imaginar essas figuras à frente de um estado como a Bahia é preocupante. Seria um retrocesso”, concluiu o candidato da federação PSOL/REDE.

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