Sanção de lei torna permanente a renovação automática da CNH para bons condutores

Especialista orienta motoristas sobre critérios do programa e cuidados com condições de saúde que podem impactar a direção

A renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores já está em funcionamento desde janeiro deste ano, mas a sanção da lei pelo Governo Federal, em 5 de junho, tornou a medida permanente e reforçou a importância de os motoristas conhecerem os critérios do programa.

A iniciativa busca simplificar o processo para condutores com bom histórico no trânsito, inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e sem infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da habilitação. A proposta faz parte do processo de modernização dos serviços públicos e da ampliação do uso de soluções digitais na relação entre cidadãos e órgãos governamentais.

Embora represente mais praticidade para parte dos motoristas, a medida também chama atenção para um aspecto fundamental da segurança viária: a necessidade de os condutores acompanharem continuamente suas condições físicas e de saúde para dirigir.

De acordo com Anderson Manzoli, professor de Engenharia da Estácio e especialista em engenharia de transportes, a tecnologia pode simplificar procedimentos, mas não substitui a responsabilidade individual dos motoristas.

“A renovação automática representa um avanço importante na desburocratização dos serviços públicos. No entanto, dirigir é uma atividade que exige atenção constante às condições físicas e cognitivas do condutor. A praticidade do processo não elimina a necessidade de cada motorista avaliar sua própria aptidão para conduzir um veículo com segurança”, explica.

Entre as situações que merecem atenção está o surgimento da necessidade de uso de óculos de grau ou lentes corretivas. Mudanças na visão costumam se tornar mais frequentes a partir dos 40 anos e podem impactar diretamente a leitura de placas, a identificação da sinalização e a percepção de riscos durante a condução.

“Caso o motorista passe a depender de lentes corretivas para dirigir, é importante procurar os órgãos responsáveis para atualização das informações. O mesmo vale para outras condições que possam interferir na condução. A segurança no trânsito depende, em grande parte, da capacidade do condutor de reconhecer suas limitações e agir preventivamente”, afirma.

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