Um dia após cancelar 709 multas de empresa de ônibus, Bruno Reis diz que Salvador é onde ACM Neto teria condições de intervir

Um dia após cancelar 709 multas de empresa de ônibus, Bruno Reis diz que Salvador é onde ACM Neto teria condições de intervir

Prefeitura de Salvador cancelou 709 multas que somam ao menos R$ 806 mil, sem apresentar justificativa. Do total, 94,5% são classificadas como gravíssimas

Um dia depois de a Prefeitura de Salvador cancelar 709 multas aplicadas a uma concessionária de ônibus, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou, ao tentar defender ACM Neto no caso Banco Master, que a capital baiana seria justamente o lugar onde o correligionário teria condições de exercer influência. “Por que o Banco Master não está na previdência em Salvador? Se fosse algum lugar para o Neto, de alguma forma, poder intervir, seria aqui”, declarou o prefeito nesta quinta-feira (10).

Na quarta-feira (9), o Diário Oficial do Município publicou a Portaria nº 260/2026 da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que excluiu as penalidades de 709 multas. Pela tabela do regulamento municipal e pela tarifa de R$ 5,90, as multas canceladas somam no mínimo R$ 806.884, valor que pode ser maior porque o decreto prevê acréscimo de 50% na primeira reincidência e de 100% a partir da segunda.

A maior parte das autuações derrubadas é classificada pelo próprio regulamento como gravíssima e trata do descumprimento dos horários fixados pela Prefeitura e de casos em que a empresa deixou de colocar nas ruas a frota determinada. A lista inclui ainda multas por ônibus com extintor ou outros equipamentos obrigatórios defeituosos ou ausentes, veículos com vidros, portas ou bancos danificados e ônibus adaptados com elevador de acessibilidade defeituoso. Nenhum dos 709 cancelamentos vem acompanhado de justificativa: a publicação informa apenas o número do auto, o código da infração e o nome da concessionária Plataforma.

É no mesmo lugar apontado pelo prefeito, sob a mesma administração e a menos de um mês das eleições, que uma concessionária de ônibus deixou de pagar mais de R$ 800 mil em multas sem que a população saiba o motivo

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