Marcela Macedo afirma ter sido dopada e violentada por advogado em 2019; laudo de DNA confirmou compatibilidade genética, mas processo segue sem desfecho
Uma advogada baiana busca Justiça sete anos após denunciar ter sido vítima de estupro durante uma entrevista para uma vaga de estágio, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
O caso ocorreu em outubro de 2019, quando Marcela Ribeiro Santos Macedo, então estudante de Direito e com 22 anos, foi até o escritório de um advogado para participar de uma entrevista. Segundo o relato da vítima, ela aceitou uma bebida oferecida pelo homem, passou mal e perdeu a consciência.
Marcela afirma que acordou em um momento enquanto o advogado limpava uma parede do escritório. Após questioná-lo sobre o que havia acontecido, ela relata ter perdido os sentidos novamente e só recuperado a consciência no banheiro de casa.
Ao perceber hematomas no pescoço, nos seios e dores nas partes íntimas, a então estudante procurou a Polícia Civil e realizou exame de corpo de delito.
O advogado investigado chegou a ser preso em outubro de 2019, mas posteriormente obteve liberdade provisória. A denúncia foi recebida pela Justiça em julho de 2020, e o processo passou a tramitar na 1ª Vara Criminal de Lauro de Freitas.
Um exame de DNA realizado durante as investigações confirmou a compatibilidade genética entre o material do acusado e o material biológico coletado no corpo da vítima. A última audiência ocorreu em novembro de 2022, e o processo segue sem uma decisão definitiva.
O investigado nega as acusações. O caso tramita sob segredo de Justiça, e a OAB-BA também instaurou procedimento ético-disciplinar relacionado à denúncia.
