A Fifa encerrou a investigação sobre o suposto gesto de conotação supremacista feito pelo assistente de VAR australiano Shaun Evans antes da partida entre Alemanha e Curaçao, pela Copa do Mundo de 2026. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (15), a entidade informou que não encontrou evidências de violação do Código Disciplinar e, por isso, decidiu arquivar o caso sem aplicar qualquer punição ao profissional.
A polêmica surgiu após imagens da transmissão oficial mostrarem Evans realizando um movimento com a mão que alguns espectadores associaram ao gesto “OK”, símbolo que, segundo a Liga Antidifamação (ADL), foi apropriado por grupos supremacistas brancos como referência à expressão “White Power”. Em depoimento à Fifa, o árbitro negou qualquer intenção discriminatória e afirmou que o movimento foi um “tique involuntário e subconsciente”. “Entendo como o gesto foi interpretado e lamento, mas quero deixar claro que não o fiz de forma consciente e deliberada”, declarou.
Apesar da forte repercussão nas redes sociais e das críticas de internautas, a Fifa concluiu que não havia elementos suficientes para comprovar uma conduta irregular. Com a decisão, o caso foi oficialmente encerrado, e Shaun Evans permanece apto para seguir atuando na arbitragem da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Imagem de TV (TV Globo)

