A terceira e última etapa do saque extraordinário do FGTS movimentou R$ 8,2 bilhões para 10,3 milhões de brasileiros, segundo balanço divulgado pelo Conselho Curador do fundo. A medida temporária foi criada pelo governo federal para liberar valores retidos de trabalhadores demitidos sem justa causa que aderiram ao saque-aniversário e não podiam retirar o saldo integral das contas. Com o encerramento do cronograma em 1º de junho, a modalidade extraordinária foi oficialmente finalizada para a maior parte dos beneficiários.
A liberação dos recursos foi autorizada pela Medida Provisória nº 1.355/2026, que revisou o bloqueio automático imposto a trabalhadores demitidos entre 2020 e 2025. Ao todo, as três etapas do programa injetaram R$ 14,9 bilhões na economia. Quem tinha direito ao último lote, mas não possuía conta cadastrada para recebimento, perdeu o prazo para saque presencial. Nesses casos, o dinheiro retorna à conta do FGTS e volta a ficar bloqueado, podendo ser retirado apenas conforme as regras do saque-aniversário.
Neste momento, seguem disponíveis apenas os saques regulares do FGTS. Trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que fazem aniversário em junho continuam aptos a movimentar os valores liberados pelo calendário tradicional. A orientação do Ministério do Trabalho é que os cidadãos consultem o aplicativo oficial do FGTS para verificar o extrato atualizado, confirmar o destino dos recursos e identificar eventuais pendências.
Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil
