“Troca de farpas esquenta na Bahia: Otto acusa Coronel de ‘memória seletiva’ e expõe mágoas de campanha”


O clima político na Bahia ganhou novos contornos nesta quarta-feira (17), após o senador Otto Alencar (PSD) rebater, em tom duro, as críticas feitas por Angelo Coronel (Republicanos) ao Programa de Governo Participativo (PGP), iniciativa do governo estadual.

Coronel havia questionado a efetividade do programa, afirmando que os eventos só conseguem público graças a caravanas organizadas por diversos municípios. A declaração não passou despercebida por Otto, que reagiu prontamente e acusou o colega de desconhecer – ou ignorar – a própria dinâmica do projeto.

Segundo o presidente do PSD na Bahia, o PGP segue uma lógica territorial, concentrando encontros em cidades-polo, como Itapetinga, que reúne lideranças e representantes de toda a região do Médio Sudoeste. “Ele esqueceu que o programa funciona assim. Sempre funcionou. Inclusive, participou em 2018 e sabe bem disso”, disparou Otto durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM.

A resposta, no entanto, foi além da defesa institucional. Otto também trouxe à tona mágoas pessoais e políticas, afirmando que Coronel não esteve presente em sua campanha à reeleição em 2022 — apesar da relação próxima que mantinham no passado.

“Quando ele precisou, eu estive ao lado dele, trabalhando e pedindo voto por toda a Bahia. Já na minha vez, ele simplesmente não apareceu”, afirmou, evidenciando o desgaste entre os dois, que romperam politicamente no início de 2026 após a saída de Coronel da base governista.

O episódio escancara um racha que mistura divergências políticas e ressentimentos pessoais, elevando a temperatura no cenário político baiano em ano pré-eleitoral.

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