Canetas emagrecedoras comercializadas ilegalmente no Brasil estão sendo vendidas com retatrutida, substância que ainda está em fase de estudos clínicos e não foi aprovada para uso comercial. Segundo reportagem exibida pelo Fantástico, os medicamentos já se tornaram um dos principais produtos do contrabando no país, ocupando o segundo lugar entre as apreensões da Receita Federal na Alfândega de Foz do Iguaçu (PR), atrás apenas dos smartphones.
As apreensões ocorrem principalmente na BR-277, rota utilizada para a entrada de medicamentos vindos do Paraguai. Entre os produtos encontrados estão canetas à base de tirzepatida e outras comercializadas como retatrutida, embora a substância ainda esteja em fase final de testes em humanos e não tenha recebido autorização de órgãos reguladores para comercialização.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai pode ser vendida legalmente no Brasil, já que os produtos não possuem registro sanitário. A Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa) também emitiu um alerta classificando a retatrutida como um produto não registrado e de risco, reforçando que a substância permanece em fase experimental e não teve sua segurança e eficácia aprovadas pelas autoridades de saúde.
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